A Prefeitura de Bariri, através da Diretoria de Ação Social, por meio do CREAS, em parceria com a Diretoria de Educação e Conselho Tutelar, realizará passeata sobre a Campanha “Faça Bonito”, nesta quinta-feira, dia 18, com início às 8h30, saindo do Paço Municipal "16 de Junho" (em frente ao prédio da Prefeitura Municipal), até a Praça Joaquim Lourenço Correa (Praça da Matriz).
O dia 18 de maio foi instituído no ano 2000 como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, e a ação que ocorrerá na data tem por objetivo chamar a atenção da sociedade sobre a importância de assumir a responsabilidade de prevenir e enfrentar o problema da violência sexual praticada contra crianças e adolescentes.
Atualmente, a campanha do dia 18 de maio, “Faça Bonito!” – realizada em Bariri desde 2014 – tem como símbolo uma flor, em menção aos desenhos da primeira infância, além de associar a fragilidade de uma flor com a de uma criança.
Como forma de intensificar a campanha no município, as escolas da rede municipal e estadual, Programas Espaço Amigo I e II, CRAS, Centro de Promoção Social, APAE, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e Conselho Tutelar, participarão da passeata, junto aos profissionais das respectivas equipes, a fim de chamar a atenção quanto à importância do tema. A comunidade em geral também está convidada a participar e fortalecer a passeata em defesa de nossas crianças e adolescentes!
Por que 18 de maio?
O motivo da data é em memória ao crime bárbaro ocorrido com a menina Araceli Cabrera Sanches que, com apenas 8 anos de idade, foi sequestrada em 18 de maio de 1973, drogada, espancada, estuprada e morta por dois homens que promoviam festas em seus apartamentos, onde drogavam e violentavam meninas. Apesar da repercussão e do trágico aparecimento do corpo de Araceli, desfigurado por ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória (ES), poucos foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade fortaleceu a impunidade dos criminosos. Além disso, a família da menina também silenciou diante do crime e sua mãe foi acusada de fornecer drogas para pessoas influentes da região, inclusive para os próprios assassinos de Araceli.
Colaborou: Equipe gestora do Serviço de Ação Social e CREAS